sábado, 2 de julho de 2011

Desenvolvimento motor e desenvolvimento sensorial



Esta imagem representa, em resumo, as etapas de desenvolvimento motor de uma criança.


Quando uma criança nasce, todos os que o rodeiam, têm uma tendência natural para começar a falar com ela, a sorrir-lhe e a fazer todo o tipo de expressões. Mas será que já se perguntaram se a criança consegue perceber qualquer tipo de gestos que lhe são dirigidos?
               
Este foi mais um dos temas tratados nas aulas de Psicologia do Desenvolvimento. Os sentidos de uma criança, nomeadamente, o paladar o olfacto, a audição e a visão, não lhe são inatos à nascença, a criança passa por vários processos de adaptação para os desenvolver. A este conjunto de processos dá-se o nome de Desenvolvimento Sensorial.
Há três sentidos que o bebé desenvolve ainda no período de gestação dentro do útero. São eles o paladar que, é notório desde cedo, pois criança alimenta-se do leite da mãe e sabe distinguir o seu sabor, por exemplo, se lhe derem água o bebé recusa, porque nota a diferença.
O olfacto é também um destes três sentidos que se desenvolvem cedo, ainda no período embrionário o recém-nascido consegue distinguir odores experienciados pela mãe.
A visão é o terceiro destes sentidos que se desenvolve ainda no útero. Quando nascem, os bebés já possuem audição, suficientemente apurada para serem capazes de descriminar o que gostam de ouvir sendo que no topo da lista de preferências está a voz da mãe.
Quanto à visão, ela é muito primitiva no nascimento, uma vez que é a única que não recebe estimulação durante a gestação. Assim sendo, à nascença a criança consegue ver, no entanto só consegue distinguir manchas que são a preto e branco não portanto, conseguindo focar os olhos. A definição das formas só acontece com o passar do tempo, à medida que, também a distinção das cores começa a ser-lhe possível mas só com um ano de idade é que o bebé consegue coordenar o movimento dos olhos com os movimentos do corpo.

Sigmund Freud


Nascido no ano de 1856 em Freiberg, na Morávia, Sigmund Freud é considerado o pai da psicanálise. Estudou medicina na Universidade de Viena e desde cedo se especializou em neurologia. Os seus estudos foram os pioneiros acerca do inconsciente humano e suas motivações. Ele, durante muito tempo (de fins do século passado até início do nosso século), trabalhou na elaboração da psicanálise.
O seu objecto de estudo é o inconsciente.
1- hipnose 2- interpretação de sonhos 3- associação livre 4-actos falhados 5-transferência
Existência de actividade física inconsciente:
ID à desejos. Não obedece à lógica nem à moral
EGO à operações lógicas, raciocínio
SUPEREGO à castiga o ego quando aceita impulsos vindos do Id

A psicanálise centra-se no estudo do inconsciente, utilizando o método psicanalítico e as suas técnicas. Freud veio introduzir, na Psicologia, dois conceitos importantes: o inconsciente e a sexualidade infantil. Por um lado, apresentou o psíquico humano constituído pelo consciente e pelo inconsciente. Esta zona introduzida pelo autor, seria constituída por desejos, pulsões, medos recalcados, e seria produtora de comportamentos e pensamentos. O inconsciente, ao contrário do consciente, não seria acessível pela introspecção. Assim o psíquico humano possuiria duas principais zonas: o consciente e o inconsciente. No entanto, entre estas 2 zonas, existiria o pré-consciente, constituído por material que poderia aceder ao consciente, mas, quando traumatizantes, prejudiciais, seriam impossibilitadas de aceder à consciência pelo processo de recalcamento, mantendo-se no inconsciente. Além disso, Freud veio afirmar a existência duma sexualidade infantil: os desejos e pulsões sexuais seriam o material dominante no inconsciente, e seriam influenciadores no comportamento humano, e, na infância, no processo de formação da personalidade.

Resumo:
Fundador
Freud
Pressuposto
Salienta a influencia determinante do inconsciente para a vida psíquica do ser humano.
Explica o desenvolvimento humano pela evolução da psicossexualidade e , salientando o papel da sexualidade infantil (que, no entanto, não coincide com a noção de sexualidade do senso comum).
Objecto
Aparelho psíquico humano
Objectivo
Compreender como a personalidade do indivíduo se desenvolve
Método
Associação livre de ideia; interpretação dos sonhos; actos falhados; etc.
Contributo
Introduz uma nova concepção de ser humano, dando ênfase aos processos inconscientes e à sexualidade, contrastando  com a noção que prevalecia na época, segundo o qual o ser humano era visto como essencialmente racional e controlava os seus impulsos através da razão.
Atribui à criança uma vivência de sexualidade, alterado profundamente a concepção existente na sexualidade.
Pressupõe a existência de aspectos inatos, para além dos aprendidos.
Introduz uma concepção dinâmica da personalidade. Utiliza métodos subjectivos de simbilização (ex. interpretação de sonhos) 

Críticas à teoria de Lawrence Kohlberg

Existem quatro críticas a esta teoria - duvidas sobre:
- universalidade dos estádios- acusação de elitismo- ignorância da especificidade do desenvolvimento moral das mulheres- desvalorização do papel da emoção e do hábito no processo de desenvolvimento moral


Carol Gilligan critica o facto da teoria de Kohlberg ter sido desenvolvida a partir de um estudo conduzido por uma amostra unicamente de rapazes. São esquecidas a especificidade do desenvolvimento moral das raparigas e a tradução apenas de valores masculinos.
Carol afirma que o nível pós convencional (3º nível) esquece a forma como as mulheres raciocinam sobre as questões morais. Considera que o desenvolvimento moral dos indivíduos deve ir além do reconhecimento das diferenças de género e precisa de incorporar quer o conceito de injustiça quer o conceito de cuidar dos outros, tanto nos homens como nas mulheres, de forma que a maturidade moral seja o resultado da evolução conjunta do que é mais típico no desenvolvimento dos homens e nas mulheres.

Lawrence Kohlberg


 
Psicólogo norte-americano, nascido em 1927 e falecido em 1987, doutorou-se em Psicologia na Universidade de Chicago com uma tese sobre o raciocínio moral nas crianças e adolescentes. Depois de ter sido assistente na universidade onde se doutorou, foi para Harvard onde desenvolveu um programa de formação no domínio do desenvolvimento humano.
Kohlberg especializou-se na investigação sobre educação e argumentação moral, sendo mais conhecido pela sua teoria dos níveis de desenvolvimento moral. Muito influenciado pela teoria do desenvolvimento cognitivo de Jean Piaget, o trabalho de Kohlberg reflectiu e desenvolveu as ideias de seu predecessor, ao mesmo tempo criando um novo campo na psicologia: "desenvolvimento moral".
Kohlberg apresenta uma teoria inovadora sobre o desenvolvimento moral baseada em profundos estudos sobre crianças, adolescentes e adultos. Considera que o desenvolvimento moral se desenrola em seis estádios independentemente da cultura, grupo social ou país. Cada estádio apresentaria características próprias, estando relacionado com a idade e representando um sistema de organização mais compreensivo e qualitativamente diferente do estádio anterior.
Tinha como modus operandi apresentar aos sujeitos uma sequência de dilemas morais hipotéticos com o intuito de colocar o individuo perante um conflito entre a conformidade habitual à autoridade em oposição a uma resposta por um bem maior.
Apresentava 3 níveis de raciocínio moral, sendo cada um deles dividido em 2 estádios.
Nível 1: Moralidade pré convencional
Estádio 1- orientação para a punição e obediência
O certo é a obediência às regras da autoridade, de forma a evitar a punição
Estádio 2- individualismo e troca instrumental
O certo é a satisfação das nossas necessidades e interesses. A criança reconhece que os outros também têm interesses.
Nível 2: Moralidade convencional
Estádio 3- expectativas interpessoais mútuas, relacionamento e conformidade interpessoal
O certo é ser simpático, leal e digno de confiança., ou seja, viver de acordo com aquilo que os outros esperam de nós. Neste estádio uma pessoa sabe partilhar sentimentos e sabe relacionar diferentes pontos de vista em simultâneo, isto é, sabe-se por no papel dos outros.
Estádio 4- sistema e consciência social, manutenção da lei e da ordem
O certo é cumprir o dever para com a sociedade, manter a ordem social e velar pelo bem-estar de todos.
Nível 3: Moralidade pós convencional
Estádio 5- contrato social ou direitos individuais democrasticamente aceites
A escolha moral é baseada nos direitos básicos, nos contratos legais e nos valores morais, mesmo quando há conflito com as leis. Ter consciência que as pessoas nem sempre partilham dos mesmos valores e que por vezes as leis e as regras são injustas mas devem ser obedecidas. A pessoa toma decisões na base do maior bem para o maior número.
Estádio 6- princípios éticos universais
O certo é o que obedece a esses princípios